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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Meu Bisavô Na Segunda Guerra Mundial



Estava eu lendo o livro " O segredo do meu avô", que fala do segredos ( óbvio!) do diário  do avô do Fabrício. Que fala da Segunda Guerra Mundial, do Nazismo, Hitler e muito mais coisas legais.
Mais isso não vem ao caso no momento.. Afinal, o livro me fez lembrar das histórias compartilhadas pela minha avó e minhas tias-avós, sobre o meu bisavô na segunda guerra mundial. oh yeah babe.
Meu bisavô, Mauricio Massaneiro, era um ex combatente. E em meio de muitas histórias a que mais se destaca para mim é mais ou menos assim:

"Ele era ordenança do Marechal Castelo Branco (ele mesmo! Aquele que você estudou na escola!). Certo dia nevava muito, e ele e Castelo Branco estavam em uma barraca até que, o próprio Castelo Branco ordenou que ele levasse um pote cheio de xixi para bem longe da barraca. Meu bisavô respondeu:
 - Eu não tiro o xixi nem da minha mãe, agora vou ser obrigado a levar o seu???
E foi assim que o meu bisavô foi mandado para frente de batalha, e logo todos ficaram sabendo que ele cozinhava, então ele virou cozinheiro, dos soldados.
E durante esse longo tempo que ele passou na cozinha, ele percebeu que geralmente apareciam civis pedindo comida e sempre lhes eram negados, e viu também que toda a comida que sobrava ia para o lixo, então ele começou a dar toda a comida que ele conseguia guardar para os civis que vinham famintos."
Bônus de Imagens:















Depois disso, ele foi guarda de transito... O que rendeu mais algumas histórias, como multar a esposa do prefeito, e algum tempo depois o próprio prefeito.As vezes minha tia-avó ela conta que ele sempre quis ter alguém na família que service ao exército brasileiro, acontece que ele só teve filhas, todas as três mulheres. E nenhum de seus esposos, tiveram esse feito. Então veio todos netos homens, infelizmente um virou testemunha de Jeová, e os outros dois foram dispensados por excesso de contingencia. Logo veio bisnetos (minha geração), veio apenas eu, e mais o meu primo que também é testemunha de Jeová. Logo apareceram os pretendentes e adivinha quem vai servir ao exercito brasileiro??? O meu namorado. Pois é... Eu acho que o Sr. Mauricio Massaneiro esta fazendo umas linhas de frente até hoje. Agora seu pedido esta sendo realizado. Mesmo sua bisneta estando de depressão por isso. Valeu vovô. :(:

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

As Marcas Do Meu Passado Não Alteram Meu Futuro, Mas Atormentam Minha Mente



Você já se sentiu perdido, vazio, sem um local para se esconder? Já se sentiu deixado para trás? Mesmo tendo que caminhar em frente com o pensamento de " a vida continua", parece ser jogada contra o seu passado. As vezes até parece que não tenho um chão onde me firmar. Parece que minha vida simplesmente perdeu todo o sentido, ou até pior evaporou toda a minha felicidade e animação de seguir. Isso não é um texto suicida, é um desabafo de alguém que como eu, se perdeu entre o passado futuro, e as tormentas de sua mente. Posso até parecer pessimista, depressiva, dramática, mas essa é a realidade. Eu não consegui me transformar na adulta que um dia eu imaginei que eu seria.
Eu cresci pensando que mudaria minha vida, e um dia eu seria mais feliz do que um dia fui. Mas não vejo mudanças.
A gente cresce, e vê nossos colegas indo em frente, saindo da escola, indo para a faculdade, alguns engravidado, e outros noivando e casando. E você se sente ali, presa. Onde parece ser uma prisão cheia de amargura e dor, por não conseguir continuar, fazer o que você sempre quis.
Eu me sinto assim, e sinto orgulho dos meus amigos conseguirem um bom emprego, ter seus filhos e instituir uma família, mas me sinto deixada para trás. Como sempre fui na infância.
Sempre fui deixada de lado, ignorada e insultada. Me sinto a mesma menininha gordinha e triste dos meus tempos de criança.
Então pensei em tomar alguma atitude, para talvez mudar a sua existência.E acabar não sendo um peso morto. Para ser lembrada. Queria pelo menos deixar a minha marca. Mas aquela prisão, não me deixa ser mais. Ou talvez seja minha mente vagamente perturbada.
Um dia a gente tem que entender, que a vida não é fácil mas dá pra lutar ainda. Mesmo que seja com o seu passado e com o seu subconsciente.  Mas as vezes as mudanças não se baseiam em somente nós mesmos, talvez algumas coisas ainda dependam de outros fora do seu circulo invisível e torturante.  E por isso sinto que a EU do passado ainda me atormenta. E me deixa mais fraca, o destino conspira a favor da minha tristeza, que talvez essa seja a minha sina. Ser uma ninguém.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Mundo vazio


         Hoje acordei e logo lembrei do desastre de ontem a noite, lembro que dormi chorando, a tristeza voltou e fez com que eu parasse em minha cama com os braços esticados abertos pensando que merda eu teria feito, por que eu me arrependera tanto. Aquele breve embrulho no estômago, a cabeça latejando o medo tomando conta de mim.
         Logo que abri a porta de meu quarto sai vagando ate o banheiro onde lavei meu rosto, me encarando no espelho ate ficar cansada. Bufei, fingi um breve sorriso que logo desapareceu, respirei fundo por que sou tão tola? murmurei baixinho para mim mesma. Abri um largo sorriso tentando esbanjar a felicidade que eu não tinha em mim, por um minuto eu desisto de sorrir, bufando novamente e saindo do banheiro, passando rápido pela cozinha onde meu pai fazia o café.
Já em meu quarto, estiquei-me novamente na cama, desta vez com os braços sob o rosto tentando poupar meus olhos da luz forte do quarto.
         Sentei-me ainda na cama, respirei fundo três vezes, passei a mão em meus cabelos emaranhados resultado da noite mal dormida. Esfregando os olhos levante de minha posição embriagadora. Vamos lá pensei comigo. Pegando qualquer camisa que eu visse pela frente, logo a sorteada era logo a camisa de mandas curtas cinza que quase nunca usara. Logo busco uma calça jeans qualquer e minha velha sapatilha preta. Penteio os cabelos brevemente. Respirando fundo mais três vezes. Vou tomar café

***

         Saindo de casa, busco vagarosamente meus fones de ouvido verde-limão em minha bolsa. Em um suspiro já ligo a música no volume mais alto que eu conseguira. Mas o silencio interno me assombra. E minha mania de falar mais do que o cérebro pensa fez com que eu fizesse aquilo ontem. Tento me desligar do problema e concentrando-me na musica, tento cantarolar para esquecer tudo.
       Quando chega o ônibus percebo que o silencio ainda é maior.  Respiro fundo e penso que não há mais ninguém lá. Sinto uma breve vontade de cair em lágrimas ali mesmo, de pé em meio aquele mundo de gente. Levantando a cabeça, forçando as lágrimas não saírem. Respirando fundo e suspirando, faço até perder a conta, mas me acalmo. Já é um tormento dia frio, chuvoso, avisto a frente uma fila gigantesca, pelo meu ver sei que ficarei um bom tempo lá, e terei muito o que pensar.
       Agora mais silencioso do que nunca, desligo a música e desconecto os fones. O silencio é maior ainda. Sinto o celular vibrar dentro da bolsa, vejo. É ele. Sinto um nó no estômago cada vez mais pressionado. Respiro bem fundo e o mais rápido possível, logo apertando o botão "atender". A voz dele soa como a de um anjo, de coração partido tento me esforçar para não chorar ali mesmo, respondendo com sinceridade cada coisa que ele falava com a voz ainda meio tristonha. Fazendo com que algumas lágrimas fugissem do meu controle. Ele pede com carinho que eu o ligue no horário de almoço, e depois diz que me ama. E assim pedi que ele se cuidasse e que eu o amava muito. Assim nos despedimos.
       Usando o celular como espelho seco minhas lágrimas. Com os olhos vermelhos e pior com cara de nada, encaro as gotas que escorrem pela janela. Enquanto penso no que eu devia fazer...