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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Religião vs. Sexualidade - Até Quando?



Mesmo sendo catequista, respeitando as leis da igreja. Entendo que de algum modo ela nos influencia. Ainda mais no quesito em que o sexo se encaixa. O sexo, não é considerado uma forma de prazer perante a igreja, mais sim um ato especificado como pecado, quando feito fora do matrimonio. E respeito adequadamente a quem resolve esperar pelo casamento, assim como respeito quem não decidiu esperar. Afinal, é a intimidade de cada um.
Percebi logo que mesmo com muitos filhos, muitas mulheres continuam seguindo as leis da igreja, claro que não só a católica, mas as evangélicas também e muitas outras. Algumas religiões entoam o ato sexual como o severo ato de somente procriação. E proíbem o uso de anticoncepcionais e preservativos.
Ou seja, é para garantir o ato de procriação mutuo da humanidade, como se negar o nascimento de um filho fosse um pecado ou talvez virar as costas para Deus. Ou até mesmo pelo fato de ter mulheres com dez ou até quinze filhos, só por que a religião irá julga-la como repugnante aos olhos de Deus, por proteger sua moralidade e até mesmo por suas condições financeiras.
Me sinto pressionada ao comentar esse assunto. Mas pensem comigo, existem 7 bilhões de pessoas no mundo todo, inclusive crianças nascem todos os dias, assim como pessoas morrem também. E se todos respeitassem essa lei de que preservativos e remédios contra a gravidez indesejada, e negassem a cada um desses conceitos? Quantos bilhões de pessoas existiriam no mundo? Quantas empregos e empresas deixariam de existir, quantas famílias teriam que suar ainda mais a camisa para sustentar seus vinte e poucos filhos? Quantas moças ainda muito jovens tivessem relações sexuais e engravidariam com frequência? Quantas crianças existiriam no mundo por que mães jovens demais não os criariam?
Enfim, respeito as leis de Deus, e sei que vivo em pecado. Mas nem por isso deixo de pedir perdão por isso. Por que todas essas pessoas cujo a vida é totalmente mudada ao descobrir uma gravidez quando se há mais de cinco crianças ainda pequenas para serem criadas, não basicamente apenas se cuidam. Usam os métodos anticoncepcionais e pedem perdão a cada fim de dia? Deus perdoará seu desrespeito, assim como Ele perdoa a todos nós. Todos os dias, e pelos diversos erros mais graves que cometemos.
Digo e repito, a intimidade é sua. Mas se é o desejo Dele, faça o que bem entender.

* Esse texto se refere a minha opinião. Unica. Enfim, respeite a minha, que terá o meu respeito sobre a sua opinião e crença.*

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Machismo Faz Mais Uma Vítima


     Depois do caso de Fran. O machismo tem outra vítima, desta vez ainda mais grave, Julia Rebeca, de 17 anos de idade teve um vídeo repercutido, em que mantinha relações com um rapaz e uma garota. Julia não aguentou toda a pressão, e tirou a própria vida. Todo aquele medo que a propôs cometer suicídio, foi por gostar de sexo.
   Sou do tipo de pessoa, que vive em sociedade tentando entender, quantas mulheres terão a vida destruída por vídeos em que fazem sexo? Por que é tão difícil aceitar que uma mulher, assim como qualquer homem também pode gostar de sexo? Vivemos em um mundo hipócrita e cheio de machismo.
  Toda mulher é treinada para manter boas maneiras, como moça de família. Que assim que desvinculada desse padrão feminino, é julgada como puta. A mocinha perfeita, não é aceita socialmente por gostar de sexo, pois uma mulher que não esta nas especificações machistas que a sociedade impõe, não tem moral.
   Enquanto os homens, são desde crianças influenciados e incentivados a encarar abertamente sua sexualidade. Onde nos tempos antigos, levar um rapaz que acaba de completar 18 anos em um puteiro para perder o cabaço, era comum. Enquanto, damas deveriam estudar, para um dia conseguir um bom marido.
  Bem como antigamente, mulheres devem suprimir ao máximo sua intimidade, cruzar as pernas ao sentar, ter vergonha de ir ao mercado comprar absorvente.
  Ainda que suponhamos que a sociedade, divida as mulheres como para casar, cuidar da casa e ter filhos.As mulheres hoje - e sempre- são objetos para saciar os desejos de um macho alfa.
   O especialista que analisa o caso de Julia, julga como "os pais devem estar sempre junto dos jovens, saber com quem andam,e o que fazem." E ainda ressaltou coisas como conversar com os pais, não mini saia, não beber, não sair sozinha, e todas as outras regras impostas que todos nós já conhecemos. Enfim, em tradução do entendimento: reprimir a sexualidade feminina, e seja ainda mais vigiada do que nunca. Em tese, é mais fácil, culpar a mulher, a falta de dialogo com os pais, e a internet. Ao invés de tomar atitudes para mudar a desgraça que aflige a sociedade desde mil oitocentos e lá vai bolinha.
   Em reportagens variadas sobre o caso de Fran e de Julia, em que os especialistas ainda usam o termo "moças que se deixam filmar tendo relações intimas, confiando no parceiro - e portador do vídeo - e acabam sendo humilhadas por milhares de pessoas na internet". O que da para entender é que a menina burra confiou no parceiro, deixou ele filmar tudo e então ele espalhou para todos para ter fama de garanhão!
   Sejamos claros, meu caros, que enquanto a sociedade - essas velhas pêpas fofoqueiras - não entender que o corpo é meu e eu faço o que eu quiser com ele, vai continuar aparecendo mil e uma Fran's no mundo todo. Afinal, todos julgam mas não tem a cara de pau para admitir que tem os mesmos desejos, como se nunca tivessem relações.
   Ainda que acabar com a vida de uma moça, para obter a fama de pegador, tivesse algum lucro. Pelo contrario, caiu na rede é peixe. Você também sofrerá as consequências.

Fran, Apenas Mais Uma Menina Que Foi Massacrada Por Fazer Sexo

 
     Você já deve conhecer o caso da Fran, a menina que fez sexo. Fran, foi massacrada por um vídeo em que mantinha relações sexuais e fazia sinal de OK no WhatsApp. Onde todos os portadores dos vídeos, riram e se deleitaram com a safadeza alheia.
    Não sei muito sobre você, mas sei que é universitária e tem 19 anos. Imagino que tenha se afastado da faculdade e de seu emprego pela super exposição. Não sei também qual era sua relação com o câmera, mas mesmo que pudesse filma-la em um momento tão intimo, em que um babaca não tem o direito divulgar sua intimidade com Deus e o mundo. Imagino o quão vergonhoso deve ter sido a descoberta, e quão ruim esta sendo para você e sua família.
   Imagino o quão ridículo uma sociedade que se diz moderna, sem preconceitos, titular alguém como vagabunda. Como se todos estes que falam, nunca dessem a outra face. Como se nunca tivessem sua intimidade. Se deixar levar por quatro paredes.
   E apesar de tudo, pense que sua mãe, pode ter feito o mesmo que no vídeo. Ou pense que em outro momento foi você mesmo que caiu na tentação. E mais, deve ter se deliciado com essa sua face.
   Fran, sinto muito pelos comentários que correm pela internet. A verdade realmente é dura e dolorosa. Mas deve ser enfrentada. 
   Não importa agora - depois de divulgado - a safadeza ou a ingenuidade. Não vem a importância de quem era o babaca com quem se envolvia no vídeo. O que importa agora, é que temos que ver a realidade, em que a sociedade que vivemos é hipócrita, repulsiva e machista.
   Não é por que é filmado, que deve-se ser divulgado. Não, Fran não queria aparecer. O argumento utilizado em todos os comentários na web "uma vadiazinha que queria aparecer".
  Quando se tem uma relação intima com alguém, seja lá onde você estiver -cama, banheiro, carro - o que se espera é ter o direito de demonstrar seus desejos. Pense bem, em vez de julgar o prazer dos outros... Que tal cuidar de seu próprio prazer? Talvez se isso acontecesse, não teria tanta gente mal amada querendo opinar na vida alheia.